A Logística na Construção Civil

A Logística na Construção Civil
Celso Luchezzi

A Logística na Construção Civil

A Construção Civil cresceu nas últimas décadas e se preocupou com a área técnica e não deu atenção necessária à logística, ao contrário de outros setores da indústria de manufatura. E veio convivendo com o desperdício e a improvisação, situações comuns no setor.

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Devido à concorrência acirrada, as empresas da Construção Civil estão buscando eficiência técnica e econômica. Essa evolução ocorre em paralelo à tecnologia de informação e ferramentas de gestão que estão sendo agregadas ao segmento.

Como exemplo de ferramenta podemos citar o Sienge, desenvolvido pela SOFTPLAN que é um sistema de gestão líder especializado na Construção Civil, onde beneficia mais de 2.300 clientes espalhados pelo Brasil e que procura simplificar o dia a dia que faz um acompanhamento e direcionamento de todos os passos de um projeto, desde o orçamento da obra. Um software fácil de ser usado e que une diversas informações, procurando reduzir custo e tempo, facilitando a gestão das obras e seus processos. Pode ser acessado via web por computadores, smartphones, notebooks e tablets, de forma rápida e simples, isso é um detalhe positivo na redução de investimentos em infraestrutura. Ao compararmos a Construção Civil com outras cadeias produtivas do setor industrial veremos que são poucos os usos desses conceitos.

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Para que as empresas desenvolvam Logística na Construção Civil é necessário rapidez no tratamento de informações para tomada de decisões. Sendo necessário planejar, implementar e controlar, de maneira eficiente, o fluxo e a armazenagem de produtos e serviços, onde os fornecedores precisam saber o que será consumido na obra. As variáveis para aplicação da Logística nas obras são entender problemas, como restrições no horário de recebimento de materiais, as dificuldades de planejar uma área e contratar mão de obra para o almoxarifado. A proposta é estudar essas dificuldades e eleger técnicas mais adequadas para serem utilizadas, visando à otimização dos processos de fluxo direto e reverso assim como a redução de custos.

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Pelo mercado brasileiro ser carente de moradias o “subsetor de edificações sempre apresentou autossuficiência no mercado interno”, não tinha competição, mesmo em épocas de crise tudo que era produzido era vendido. Com contratos de longa duração, e com termos aditivos contratuais complicados e sem detalhamento técnico o subsetor de construção pesada ou de infraestrutura sempre teve como principal cliente o governo. “Esses fatores contribuíram para que o empresário do setor sofresse um acomodamento competitivo e contabilizasse a ineficiência e a improvisação nos orçamentos das obras, em vez de encontrar alternativas eficazes para melhorar seus desempenhos” (BARBOSA, MUNIZ e SANTOS, 2008).

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Com o aumento da competitividade nesse setor as empresas têm a necessidade de adotar técnicas de produção com menor custo mantendo sua qualidade, Haga e Sacomano, 1999 (apud Guerrini, 1997) complementam dizendo que a diferenciação desses critérios é a velocidade de entrega e a quebra de barreiras, sugerem que a gestão da rede de suprimentos possa ser considerada uma vantagem competitiva para as empresas de Construção Civil de pequeno e médio porte. A área de compras é onde se tem o maior gasto nos empreendimentos e de acordo com o tamanho da obra, a construção de um edifício aponta cerca de 40% dos gastos com materiais usados nas obras, sendo que esse gasto pode checar a 50% (PINTO e JÚNIOR, 2004).

abstract 3d of building development concept

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Para que a gestão da cadeia de suprimentos aconteça será necessária a divulgação dos conceitos, dos benefícios e das vantagens proporcionadas pela Logística e a tecnologia da informação motivando os empresários e mostrando que a Logística pode vir a ser um diferencial estratégico e competitivo das empresas desse setor. A gestão do fluxo de suprimentos merece um destaque, como “forma de colocar a construção civil em patamares próximos aos da indústria de manufatura é principal responsável pela ineficiência, desperdícios e improvisação no ambiente produtivo”, provocando um processo de mudança na concepção produtiva da Construção Civil. Os métodos construtivos sofreram evoluções, “técnicas de fabricação de elementos estruturais passaram a prevalecer, como também a montagem passou a tomar lugar da produção in loco e a movimentação dos materiais nos canteiros começou a ser especializada, com a utilização de equipamentos compatíveis”, aproximando a Construção Civil do processo de industrialização manufaturada. (BARBOSA, MUNIZ e SANTOS, 2008).

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O gerenciamento da cadeia de suprimentos passa ter um destaque, exigindo a figura de um Engenheiro de Produção ou Analista de Materiais ou um Programador de Produção na Obra que cuide somente da gestão dos materiais, dos processos produtivos (ver artigo Estoques na Construção Civil), que irá atuar junto com o Engenheiro de Obras.

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Celso Luchezzi e Mauro César Terence